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Consagre ao Senhor tudo o que você faz, e os seus planos serão bem-sucedidos. Provérbios 16:3

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Sem culpa

“Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus,” (Romanos 8:1).


Comprei um quadro caro para o nosso quarto. Estava à procura de um, desde que mudámos de casa, e finalmente tinha encontrado o quadro perfeito. Pelo menos, foi o que pensei no momento da compra. Havia uma condição – era o fim dos saldos. Não poderia devolvê-lo se não gostasse.
Para meu espanto total, depois de o quadro ter sido entregue e colocado na parede sobre a nossa cama, percebi que não gostava. Não ficava bem no quarto - as cores eram muito vibrantes e o desenho não era pacífico. Perturbava-me toda a vez que lá entrava.
Agora enfrentava outra escolha - retirá-lo dali e guardá-lo, ou aprender a viver com ele. O pior não foi o quadro, foi a culpa que senti pelo que tinha pago por ele. Comecei a perder o sono por me sentir tão terrível e pensar como o dinheiro poderia ter sido melhor utilizado. Durante várias semanas, este sentimento de culpa continuava a corroer-me enquanto trabalhava.
Um dia, quando caminhava, o Senhor trouxe à minha mente a promessa em Romanos 8:1: “Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus “. Acendeu-se a luz! É isso mesmo, pensei eu, não tenho de andar com essa culpa. Posso confessar o sucedido e Jesus Cristo irá remover os sentimentos de culpa. Afinal, foi por isso que Ele morreu.
Então, foi o que fiz. Admiti que a minha compra havia sido muito cara, e disse a Deus como me sentia mal sobre isso, e afirmei o Seu perdão, de acordo com I João 1:9: "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça." O meu peso da culpa foi removido imediatamente e, em seu lugar, a alegria passou a inundar a minha vida.
Através da morte de Cristo na cruz, Deus oferece-nos liberdade da culpa. Muitas vezes, não temos tempo para analisar os nossos sentimentos de culpa ou nem tiramos tempo para admiti-los e confessá-los, e por isso sofremos desnecessariamente. Amiga, não sofra em silêncio. Confesse ao Senhor e saiba que Ele é fiel para perdoar.
“Senhor, obrigada por teres morrido para que possamos ser libertos de toda culpa e de todo o pecado - não importa quão grande ou pequeno seja. 
O teu sangue apagou todos os nossos pecados. Muito obrigada! Amém.”

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

O poder da Palavra de Deus

Um jovem judeu começou a ler: “Ele foi traspassado pelas nossas transgressões” (Is 53.5). Enquanto lia, parecia ouvir uma voz gritando: “Pare! Isso parece Jesus!” Simultaneamente, uma voz suave dizia: “Não pare! Isso parece Jesus!”

O jovem continuou a ler: “Ele foi moído pelas nossas iniqüidades”. Durante todo o tempo em que lia Isaías 53, duas vozes pareciam discutir dentro de sua cabeça. Por um breve momento, ele até mesmo questionou sua própria sanidade. “Por que qualquer judeu com sanidade mental consideraria Jesus como sendo o Messias prometido?”, ele se perguntava.

Respirou fundo e se lembrou de alguns fatos. Este era o livro de Isaías (um profeta judeu) de uma Bíblia judaica, publicada pela Sociedade de Publicação Judaica, e lhe fora dado por sua sinagoga ortodoxa. O que seria mais judeu do que isso? Ele logo observou que havia outras passagens nas Escrituras hebraicas que descreviam Jesus. E cada versículo era claro e conciso.
Quanto mais lia, mais certo ficava de que o que estava lendo era verdadeiro. Uma estranha sensação de calma e paz subitamente pareceu envolvê-lo.

A mesma paz é descrita no Livro aos Hebreus, do Novo Testamento: “Nós, porém, que cremos, entramos no descanso” (Hb 4.3). O “descanso” é o descanso de Deus. É o descanso que se apossa da pessoa que, pela fé, confia em Jesus como Salvador. É o descanso associado com a paz e a liberdade interiores, independentemente das circunstâncias.

Qualquer pessoa que já tenha alguma vez entrado naquele descanso específico o fez pela fé, depois de ouvir a Palavra de Deus (Rm 10.17). A Palavra de Deus não é igual a nada mais no mundo, e tem poder para transformar as pessoas de maneiras incríveis: “Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração” (Hb 4.12).

A Palavra de Deus é viva. É ativa e inerentemente poderosa, e o Todo-Poderoso a usa como um cirurgião usa um bisturi, cortando diretamente no coração, e transformando seus leitores para sempre. Essa maravilhosa transformação acontece todos os dias com inúmeras pessoas de todos os tipos de históricos passados, e de todas as partes do globo. Seguem alguns exemplos:

Um Etíope Transformado

Atos 8 registra a história de um eunuco etíope gentio que estava sentado em sua carruagem no deserto, lendo o capítulo 53 de Isaías. Deus enviou Filipe, um judeu crente em Jesus, para falar ao homem precisamente quando ele estava lendo. Filipe o cumprimentou com uma pergunta: “Compreendes o que vens lendo?” (v.30).
O eunuco respondeu com outra pergunta: “A quem se refere o profeta (...). Fala de si mesmo ou de algum outro?” (v.34). Filipe usou as Escrituras hebraicas para mostrar que Jesus era Aquele de quem o profeta falava. A Palavra transformou o eunuco. Ele recebeu o Messias e foi imediatamente batizado.

A Nova Vida de Nina

Nina era uma mulher judia criada em um lar ortodoxo. Ela se aposentou nos anos 1960 e foi morar no lugar ao qual chamava de “a terra de Deus” – Atlantic City, no estado de Nova Jersey, EUA. Um dia, enquanto estava sentada em um banco junto à calçada, ela ganhou um Novo Testamento de uma transeunte. Daí em diante, todos os dias, Nina se sentava no banco na calçada em Atlantic City e lia alguns capítulos de seu novo livro. Quanto mais ela lia, mais convencida ficava de que estava lendo um livro judeu, como ela mesma dizia.
Logo Nina começou a observar pequenas mudanças em sua vida. Ela já não tinha um temperamento encrenqueiro, nem contava mais lorotas para suavizar situações sociais. Ela não estava se esforçando para produzir essas mudanças, mesmo assim, sabia que elas estavam acontecendo. Nina ficou confusa. Ela sabia que já não era mais a mesma.

Buscando pelas respostas, ela se aproximou de uma amiga cristã e pediu-lhe para ajudá-la a entender o que estava acontecendo. Ela ficou sabendo que ler a Palavra de Deus era o que estava transformando sua vida. Ela percebeu que a Bíblia não era como outros livros. Era poderosa, tão poderosa que convenceu Nina a confiar em Jesus. Foi assim que Nina começou sua nova vida.

Poder Para Perdoar


Corrie ten Boom e a casa da sua família em que esconderam judeus durante a segunda guerra mundial.
Corrie ten Boom foi criada na Holanda antes da Segunda Guerra Mundial. Ela e sua família liam regularmente a Palavra de Deus e eram crentes comprometidos com o Senhor Jesus.

Embora os ten Booms fossem gentios, eles amavam o Povo Escolhido de Deus e pagaram o preço mais alto por sua fidelidade a esse povo. Como punição por esconderem judeus dos nazistas, eles foram enviados a campos de concentração. Corrie e sua irmã Betsie foram parar em Ravensbrück, onde Betsie morreu. Anos mais tarde, o poder transformador de Deus se manifestou de uma maneira maravilhosa. Corrie escreveu as seguintes palavras em seu livro The Hiding Place (O Refúgio Secreto):
Foi em um culto na igreja em Munique [em 1947] que eu o vi, o ex-soldado da SS, que tinha montado guarda à porta da sala do chuveiro no centro de processamento de Ravensbrück. Ele era o primeiro de nossos carcereiros que eu via desde aquele tempo. E subitamente tudo estava lá – uma sala cheia de homens escarnecedores, as pilhas de roupas, o rosto pálido de dor de Betsie. Ele veio até mim, uma vez que a igreja estava se esvaziando, sorridente e me saudando com uma inclinação da cabeça. “Quão grato estou por sua mensagem, Fräulein”, disse ele. “Pensar que, como você disse, Ele lavou meus pecados!”

Ele moveu a mão para a frente para me cumprimentar. E eu, que tantas vezes havia pregado às pessoas em Bloemendaal sobre a necessidade de perdoar, mantive minha mão ao meu lado.
Mesmo enquanto os pensamentos raivosos, vingativos, ferviam dentro de mim, eu vi os pecados desses pensamentos. Jesus Cristo havia morrido por esse homem; será que eu iria pedir mais? Senhor Jesus, orei, perdoe-me e me ajude a perdoá-lo.

Tentei sorrir, lutei para erguer minha mão. Não consegui. Eu não sentia nada, nem sequer a mínima faísca de calor humano ou de caridade. Então, novamente, fiz uma oração silenciosa. Jesus, não consigo perdoá-lo. Dê-me do teu perdão.
Quando lhe dei a mão, a coisa mais incrível aconteceu. Desde o meu ombro, ao longo do meu braço e através da minha mão, parecia que uma corrente elétrica passava de mim para ele, enquanto meu coração se enchia de amor por aquele estranho, tanto que quase me tirava o fôlego. Foi então que descobri que não é mais do nosso perdão nem da nossa bondade que depende a cura do mundo, mas do perdão e da bondade dEle. Quando Ele nos diz para amarmos nossos inimigos, Ele dá, juntamente com o mandamento, o próprio amor.[1]

De Terrorista a Sionista

Outro exemplo dramático de como a Palavra de Deus transforma vidas envolve Walid Shoebat, um palestino, nascido em Belém, que odiava os judeus desde o berço. Seu objetivo principal na vida era matar judeus e morrer como mártir por Alá.
Em meados dos anos 1970, ele se tornou ativo na Organização Para a Libertação da Palestina (OLP) e estava fazendo tudo que podia para ajudar a atingir seu objetivo na vida, inclusive realizando ataques terroristas em Israel.[2]


Walid Shoebat, de terrorista a sionista.

Walid mudou-se para os EUA para cursar uma faculdade, ao mesmo tempo em que levantava ajuda financeira para a OLP. Em 1993, ele se casou com uma cristã. “Eu queria convertê-la ao islamismo”, disse ele à BBC News. “Falei-lhe que os judeus haviam corrompido a Bíblia”. Ela pediu-lhe que provasse. Então, ele comprou uma Bíblia.

Durante seis meses estudou intensamente a Bíblia de capa a capa e descobriu a verdade. Renunciou ao terrorismo, arrependeu-se de seus pecados, deu sua vida a Jesus Cristo e tornou-se nova criatura – tudo porque leu a Palavra de Deus com um coração sincero que queria saber a verdade.

Hoje ele é um cristão sionista dedicado a expor as mentiras do islamismo e a apoiar e animar Israel e o povo judeu. Sua família muçulmana o deserdou. O pai dele disse que ele deveria ser morto. Em dado momento ele soube que a OLP estava planejando seu assassinato. Mas Shoebat é destemido e permanece conhecido por seu amor por Jesus e por um Israel judeu. Você pode visitar seu site: www.shoebat.com.

A Palavra de Deus é viva e eficaz. Ela discerne os pensamentos e as intenções do coração e transforma vidas por toda a eternidade. Tenho certeza disso porque o jovem judeu que experimentou aquela profunda paz 36 anos atrás lendo sua Bíblia era eu.

A Palavra de Deus – tanto o Antigo Testamento quanto o Novo Testamento – é a mais absoluta verdade. Se você quiser conhecer Deus pessoalmente e experimentar uma paz que transcende a todo entendimento, leia a Palavra de Deus e deixe que ela penetre em seu coração. Prometo que você não vai se arrepender.

Texto de:Steve Herzig  ( diretor dos ministérios norte-americanos de The Friends of Israel.)

Notas:

  1. Corrie ten Boom, The Hiding Place [O Refúgio Secreto] (Minneapolis, MN: World Wide Publications, 1971), 238.
  2. “From Terrorist to Zionist” [De Terrorista a Sionista] Israel My Glory 62, Nº 3 (maio/junho de 2004), p. 32-33.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

MÃES DE JOELHOS, FILHOS DE PÉ


Quando as mães se ajoelham para orar, os filhos se colocam de pé. Quando elas se colocam na brecha da oração, as brechas na vida dos filhos são reparadas. 
Precisamos desesperadamente de mães que dobrem os joelhos em favor dos filhos para que os filhos sejam levantados para fazer a obra de Deus.
 Precisamos de mães que tenham tempo para orar pelos filhos para que os filhos se consagrem a Deus.
 Precisamos de mães que não abram mão de ver seus filhos se levantando na força do Onipotente, para que esta geração conheça que só o Senhor é Deus!


Hernandes Dias Lopes.



O Tempo e o Amor

"Era uma vez, uma ilha onde moravam todos os sentimentos... a Alegria, a Tristeza, a vaidade, a Sabedoria, o Amor ... e muitos outros. Um dia, avisaram para os moradores que ela seria inundada. Apavorado, a Amor cuidou para que todos os sentimentos se salvassem. Todos correram e pegaram seus barquinhos para irem até um morro bem alto. 

Só o Amor não se apressou. Ele queria ficar um pouco mais em sua ilha. E quando já estava quase se afogando, o Amor correu para pedir ajuda.

Estava vindo a Riqueza e ele disse: - Riqueza, me leva com você?
A Riqueza disse: - Não posso, pois meu barco está cheio de ouro e prata e não caberá você nele.

Passou a Vaidade e o Amor, então, disse: - Vaidade, me leva com você?
E a Vaidade respondeu: - Não posso, você vai sujar todo o meu barco novo.

Daí, passou a Tristeza e o Amor pediu: - Tristeza, posso ir com você?
E a Tristeza respondeu: - Ah, Amor! Estou tão triste que preciso ficar sozinha.

Passou a Alegria, mas ela estava tão alegre que nem deu ouvidos ao Amor. Já desesperado, achando que ia ficar só, o Amor começou a chorar.

Então, passou um velhinho e disse: - Sobe Amor! Eu te levo. O Amor ficou tão feliz que se esqueceu de perguntar o nome do velhinho.

Chegando ao alto do morro, o Amor perguntou a Sabedoria: - Sabedoria, quem era o velhinho que me trouxe até aqui?
E a Sabedoria respondeu: - Era o Tempo.

E o Amor disse: - O Tempo?
Mas por que só o Tempo pôde me trazer até aqui?

E a Sabedoria respondeu: - Porque só o Tempo é capaz de entender um Grande Amor!"

 

sábado, 9 de novembro de 2013

A Rebeldia dos Filhos




12- Eram, porém, os filhos de Eli filhos de Belial e não conheciam o SENHOR; 13- porquanto o costume daqueles sacerdotes com o povo era que, oferecendo alguém algum sacrifício, vinha o moço do sacerdote, estando-se cozendo a carne, com um garfo de três dentes em sua mão; 14- e dava com ele, na caldeira, ou na panela, ou no caldeirão, ou na marmita; e tudo quanto o garfo tirava o sacerdote tomava para si; assim faziam a todo o Israel que ia ali a Siló. 15- Também, antes de queimarem a gordura, vinha o moço do sacerdote e dizia ao homem que sacrificava: Dá essa carne para assar ao sacerdote, porque não tomará de ti carne cozida, senão crua. 16- E, dizendo-lhe o homem: Queimem primeiro a gordura de hoje, e depois toma para ti quanto desejar a tua alma, então, ele lhe dizia: Não, agora a hás de dar; e, se não, por força a tomarei. 17- Era, pois, muito grande o pecado desses jovens perante o SENHOR, porquanto os homens desprezavam a oferta do SENHOR. [...] 22- Era, porém, Eli já muito velho e ouvia tudo quanto seus filhos faziam a todo o Israel e de como se deitavam com as mulheres que em bandos se ajuntavam à porta da tenda da congregação. 23- E disse-lhes: Por que fazeis tais coisas? Porque ouço de todo este povo os vossos malefícios. 24- Não, filhos meus, porque não é boa fama esta que ouço; fazeis transgredir o povo do SENHOR. 25- Pecando homem contra homem, os juízes o julgarão; pecando, porém, o homem contra o SENHOR, quem rogará por ele? Mas não ouviram a voz de seu pai, porque o SENHOR os queria matar.” 1 Sm 2.12-17,22-25

O episódio descrito no texto acima, que envolve o sacerdote Eli e seus filhos, nos serve de alerta, e deve nos conduzir a uma profunda reflexão sobre a maneira como educamos nossos filhos na atualidade.

O versículo 12 nos diz que os filhos de Eli eram filhos de belial (hb. beliya‘al), ou seja, eram praticantes de perversidades, impiedades, malvadezas, atos rebeldes. Eles não conheciam (hb. yadha‘), e aqui significa que não gozavam de um relacionamento pessoal, não tinham experiências com Deus. Assim, como muitos filhos de líderes e pastores nos dias atuais, viviam de uma forma que escandalizavam e desonravam os seus pais.

A primeira forma descrita no texto de seus atos rebeldes era a apropriação ilícita das ofertas (v. 13-17). Temos na atualidade filhos e parentes de pastores que pensam que as ofertas das igrejas são “receitas” que a família pastoral pode administrar como bem pensam. Dessa forma estão multiplicando o patrimônio familiar, e isso em detrimento do crescimento, da manutenção da obra, e da precariedade com que vive os obreiros auxiliares. A família pastoral desfila com carros de última geração, enquanto alguns obreiros nem bicicleta possuem para atender o trabalho. A família pastoral adquire grandes mansões, apartamentos de luxo, terrenos, sítios, fazendas, e os obreiros auxiliares vivem de aluguel, sem perspectivas de melhores condições. A família pastoral ocupa cargos estratégicos na administração da igreja, além de receberem salários diferenciados. Neste caso, o chavão “é necessário viver por fé” só serve para os outros.
A família pastoral é detentora do poder, e quando questionada, logo usa de artifícios para afastar aqueles que lhe são uma ameaça para a vida no “luxo palaciano”. De forma astuta também manipula as massas “crentes”, fazendo-as conformar-se também com a situação precária de vida, usando o discurso de que “é Deus que quer assim”, e impondo terror de “castigo divino” para com aqueles que “tocam no ungido”. Um absolutismo monárquico medieval com privilégios para o “clero” e “nobreza” evangélica contemporânea é vivido abertamente e escandalosamente, e isso para vergonha do evangelho.

Outra prática vergonhosa dos filhos de Eli era a imoralidade sexual (v. 22), manifesta em forma de orgia. Semelhantemente, nos dias atuais há filhos de líderes e pastores que vivem na imoralidade, envergonhando abertamente seus pais. Há caso de práticas sexuais ilícitas de filhos de pastores que são “abafadas”, para não macular a imagem do pai. Dois pesos e duas medidas são também usados na disciplina eclesiástica. Quando se trata dos filhos dos outros a disciplina é dura e sem misericórdia, enquanto os filhos e parentes de alguns pastores recebem disciplina diferenciada, e se são obreiros, em certos casos nem afastados do trabalho são.

Eli, nos informa o texto bíblico, ouvia e sabia dos fatos (v. 22), e até questionava o comportamento dos filhos (v. 23-24), mas não tinha autoridade e força para contê-los, e dessa forma os garotos deitavam e rolavam no ministério.

Como a situação chegou a esse nível? Qual a razão do comportamento inadequado, imoral e rebelde dos filhos de Eli, que se repetem em nossos dias? As respostas para tais questões não devem ser simplistas, pois envolvem muitas possibilidades, onde dentre as principais podemos citar:



- Educação permissiva. Há filhos de obreiros que desde cedo “pintam e bordam” na igreja, e não recebem reprovação alguma de seus pais. Pelo contrário, se algum diácono, líder de departamento, professor de escola dominical repreender ou chamar a atenção de seus filhos, podem até perder o cargo. Geralmente são repreendidos publicamente, para que isso sirva de exemplo para os demais que intentam censurar o comportamento de seus filhos.

- Excesso de rigor na criação dos filhos. Há obreiros que são tão duros com os seus filhos, cobrando deles um comportamento acima da média e impondo sobre eles um padrão de “santidade” tão alto (que de santidade não tem nada), que acabam por alimentar um sentimento de revolta, um ódio, uma revolta que mais cedo ou mais tarde se manifestará das mais diversas formas. Quantos filhos de obreiros ignorantes já não foram espancados por jogar bola de gude, empinar pipa, andar de bicicleta e por outras práticas que em nada maculam a moral e a fé do crente. Muitos destes obreiros ainda sofrem de culpa por perceberem o quanto cruéis e radicais foram, por entenderem hoje o mal que fizeram aos seus filhos, muitos destes marcados, desviados e revoltados (Ef 6.4).


- Carência afetiva. Beijos e abraços devem fazer parte do cotidiano da relação pais e filhos. Manifestações de afetividade, palavras doces, elogios e reconhecimento fazem bem. As necessidades afetivas não supridas podem desenvolver em nossos filhos sentimentos e comportamentos inadequados, com o propósito de serem notados, percebidos. Uma atitude rebelde pode ser um grito de desespero de quem sofre por falta de carinho e atenção.

- Amizade não construída. Os pais obreiros precisam construir um relacionamento de confiança com os filhos, precisam se tornar os seus melhores amigos, alguém com quem eles possam contar nos momentos mais críticos da vida, nas horas da forte tentação, das dúvidas e das fraquezas. Se não formos os melhores amigos de nossos filhos, podem ter certeza, eles buscarão noutros tal nível de confiança e amizade.

- Falta de exemplo. Um pai que é obreiro precisa dar exemplo aos seus filhos. Muitos filhos de obreiros são espelhos da conduta irresponsável e desordenada de seus pais. Nestes dias de igreja-empresa, onde muitos pastores se entendem como “donos do negócio”, gestores dos “impérios religiosos pessoais”, há uma multiplicação no preparo dos futuros herdeiros (imagine quem são), que certamente reproduzirão a mentalidade e as práticas de seus pais.

- Ausência ou presença de má qualidade. No outro extremo da falta de exemplo está a ausência dos pais. Já ouvi, e mais de uma vez, filhos de obreiros reclamarem que o pai nunca lhes dedicou tempo e atenção, devotando à igreja tais privilégios, esquecendo-se dos de sua própria casa e família. Ninguém pode cuidar da igreja, sem que antes cuide de sua própria família (1 Tm 3.4-5,5.8). Os pais precisam viver cada fase da vida dos filhos, e se fazer presentes nos momentos mais especiais. Eles só terão uma infância, uma adolescência e uma juventude.

- Rebeldia deliberada. Os pais obreiros nem sempre são responsáveis por influenciar negativamente a conduta dos filhos. A parábola do filho pródigo é um claro exemplo disso (Lc 15.11-24). Há pastores que educam os seus filhos conforme os fundamentos da Palavra, que são grandes exemplos de piedade, e mesmo assim os filhos se enveredam por caminhos difíceis, que só causam dor, tristeza e vergonha para os seus pais. As más amizades e companhias, a concupiscência da carne e dos olhos, a soberba da vida, a liberdade de escolha, as astutas ciladas do diabo, são fatores que podem desviar do caminho do bem um filho criado com amor, afeto, cuidado e disciplina na medida certa.

Conclusão

As questões aqui citadas não podem ser generalizadas. Conheço pastores, líderes e obreiros cujos filhos e família são uma bênção para a igreja.

As possíveis causas aqui listadas do comportamento rebelde dos filhos de obreiros são também aplicáveis aos filhos dos demais crentes e membros da igreja.

Que na condição de pais possamos ter a consciência tranquila de termos cumprido o nosso papel na educação dos filhos, com palavras e com vida exemplar. Se mesmo assim eles trilharem o caminho da rebeldia, devemos amá-los e apresentá-los a Deus em oração, clamando para que de alguma forma o Pai celestial possa discipliná-los, para que não venham a se perder.
 Autor: Pr Altair Germano

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Perdão, a Cura Para os Relacionamentos Feridos

O perdão é o melhor remédio para a saúde emocional. O perdão é a assepsia da alma, a faxina da mente, a alforria do coração, a cura das emoções. Perdoar é lembrar sem sentir dor. Perdoar é zerar a conta e não cobrar mais a dívida. O perdão é ato de misericórdia e manifestação da graça. O perdão é absolutamente necessário. E isso, por várias razões:

1. O perdão é necessário porque temos queixa uns dos outros. Nós não somos perfeitos, não viemos de uma família perfeita, não temos um casamento perfeito, não temos filhos perfeitos nem frequentamos uma igreja perfeita. Consequentemente, nós temos queixas uns dos outros. Na verdade, nós decepcionamos as pessoas e as pessoas nos decepcionam. Nossas fraquezas transpiram em nossas palavras e atitudes. Sem o exercício do perdão ficamos entupidos de mágoas e a mágoa gera raiz de amargura no coração. Não somente isso, a amargura perturba a pessoa que a alimenta e contamina as pessoas ao redor.

2. O perdão é necessário porque fomos perdoados por Deus. Quem é receptáculo do perdão precisa transformar-se em canal do perdão. Aqueles que retêm o perdão ao próximo fecham-se para receber o perdão de Deus. Não existe uma pessoa salva que não tenha sido perdoada. Na verdade, no céu só entrarão os perdoados. Logo, é impossível ser um cristão sem exercitar o perdão. Devemos perdoar assim como fomos perdoados. Como Deus nos perdoou devemos nós também perdoar uns aos outros. Quando compreendemos a enormidade do perdão recebido por Deus, não temos mais motivos para sonegar perdão ao próximo. Nossa dívida com Deus era impagável e Deus no-la perdoou completamente. Não fomos perdoados por mérito, mas por graça. Perdão não é reinvindicação de direito, mas o clamor solícito da misericórdia.

3. O perdão é necessário porque por meio dele restauramos relacionamentos feridos. A Bíblia não oculta o perigo devastador da mágoa dentro da família e da igreja. Exemplos como Caim e Abel, José e seus irmãos, Absalão e Amnon retratam essa amarga realidade. Há pessoas feridas dentro do lar e também na assembleia dos santos. Há pessoas doentes e perturbadas emocionalmente porque um dia foram injustiçadas por palavras impiedosas e atitudes truculentas. Há pessoas prisioneiras de traumas e abusos sofridos na infância. Há indivíduos que não conseguem avançar vitoriosamente rumo ao futuro porque nunca se desvencilharam das amarras do passado. O perdão destampa esse poço infecto. Espreme o pus da ferida. Cirurgia os abcessos da alma. Promove uma assepsia da mente e proclama a libertação das grossas correntes do ressentimento. O perdão constrói pontes no lugar que a mágoa cavou abismos. O perdão passa o óleo terapêutico da cura, onde o ódio abriu feridas. O perdão promove reconciliação onde a indiferença quebrou relacionamentos. O perdão expressa o triunfo da graça, onde o ódio mostrou a carranca do desprezo.

4. O perdão é necessário para experimentarmos plena felicidade. Uma pessoa que nutre mágoa no coração não é feliz. O ressentimento é autofagia, é autodestruição. Guardar mágoa é a mesma coisa que o indivíduo beber um copo de veneno pensando que o outro é quem vai morrer. Nenhum calmante químico pode aquietar uma alma desassossegada pela mágoa. Nenhum prazer deste mundo pode aliviar a dor de um coração ferido pelo ódio. A mágoa produz muitas doenças. Quem não perdoa adoece física, emocional e espiritualmente. Mas, o perdão traz cura completa para o corpo e felicidade plena para a alma.
 Autor: Hernandes Dias Lopes 

Conheça a história do pastor John Harper

 que sacrificou sua vida para evangelizar durante o naufrágio do Titanic





No dia 10 de abril de 1912, o navio Titanic partiu de Southampton, no Reino Unido, para sua viagem inaugural, que seria também sua última viagem. Porém, quarto dias após iniciar sua viagem, o navio se chocou em um iceberg e naufragou, entrando de maneira triste na história como a maior catástrofe marítima de todos os tempos ceifando a vida de 1.517 pessoas.
Visite: Gospel +, Noticias Gospel, Videos Gospel, Musica Gospel Entre as milhares de pessoas que perderam suas vidas no trágico acidente está o reverendo John Harper, que viajava para fazer uma visita e pregar na Moody Church em Chicago. Porém, devido ao trágico fim da viagem inaugural do Titanic, Harper nunca chegou ao seu destino, mas teve os momentos finais do navio como seu último campo missionário.
John Harper nasceu em uma família de cristãos devotos em 29 de maio de 1872, em Renfrewshire, na Escócia. Aos 13 anos professou a fé em Cristo e começou a se dedicar às Escrituras com um zelo pelas almas era tão intenso que aos 17 anos já estava pregando nas esquinas de sua cidade natal, enquanto se sustentava trabalhando em uma fábrica local. Depois de pregar na rua por cinco ou seis anos, ele foi ouvido pelo Rev. EA Carter da Missão Batista Pioneira em Londres, que o convidou a trabalhar em temo integral em Goven, na Escócia.
Na época de sua viagem a Chicago, Harper havia decidido reservar passagens no navio RMS Lusitania, mas, com o cancelamento da viagem desse navio reservou passagens de segunda classe no próximo navio que partiria para os Estados unidos. Então, em 10 de abril de 1912, ele embarcou no RMS Titanic junto à sua filha de 6 anos, Annie Jessie, e sua sobrinha, Jessie Wills Leitch.
Então, na noite do dia 14 de abril, o rev. Harper foi despertado pelo som do iceberg rasgando o casco do navio. Ele acordou sua filha, envolveu-a em um cobertor e, quando se tornou evidente que o navio afundaria, com lágrimas nos olhos, ele beijou sua filha, e a entregou junto de sua sobrinha a um tripulante que as colocou em um bote salva-vidas.
Como Annie e Jessie entraram no bote salva-vidas e estavam em segurança, Harper virou-se e olhou para o seu novo campo de missão: o grande número de pessoas que teriam poucos momentos de vida por causa do naufrágio. Testemunhas relatam que após o navio se partir e cerca de 1500 pessoas serem lançadas às águas geladas do mar, o rev. Harper passou seus últimos momentos nadando de pessoa para pessoa perguntando sobre o estado de suas almas e proclamando a verdade do evangelho, especialmente por meio de Atos 16:31.
Harper nadou até um homem que estava agarrado a um pedaço dos destroços e lhe perguntou: “Você está salvo?” O homem respondeu que não. Ao ouvir isso, Rev. Harper tentou levar o homem a Cristo, mas o homem recusou. Rev. Harper tirou o colete salva-vidas e deu para o homem e disse: “Aqui, então, você precisa disso mais do que eu …”, e nadou para evangelizar os outros. Um pouco mais tarde, Harper voltou a esse homem e tentou novamente o conduzir a Cristo. Rev. Harper tentou nadar para os outros, mas dessa vez começou a sucumbir à hipotermia. Suas últimas palavras foram: “Creia no Senhor Jesus, e serão salvos, você e os de sua casa”.

A história do reverendo John Harper só se tornou conhecida porque esse homem para o qual entregou seu colete foi um dos seis sobreviventes que foram retirados das águas geladas. Ele conta, segundo o site leben: “Então, com dois quilômetros de água abaixo de mim, no meu desespero eu chorei a Cristo para me salvar. … Eu sou o último convertido de John Harper”.


Por Dan Martins

Duas Irmãs Encontram Jesus



Durante os anos que Jesus andava pelas regiões da Palestina ensinando, ele teve alguns encontros com uma certa família em Betânia, um povoado perto de Jerusalém. A primeira destas visitas relatadas na Bíblia foi registrada em Lucas 10. Jesus se hospedou na casa de Maria, irmã de Marta e Lázaro. Marta se preocupou muito em servir a Jesus enquanto Maria ficou sentada ouvindo o ensinamento deste visitante único. Marta reclamou ao Senhor e pediu que ele mandasse Maria para ajudar com os serviços da casa. Jesus respondeu: “Marta! Marta! Andas inquieta e te preocupas com muitas coisas. Entretanto, pouco é necessário ou mesmo uma só coisa; Maria, pois, escolheu a boa parte, e esta não lhe será tirada” (Lucas 10:41-42).

Há várias lições importantes que devemos aproveitar. O ponto óbvio e principal é uma questão de prioridades. Não é pecado limpar a casa ou preparar refeições. Outros trechos bíblicos elogiam as mulheres que se preocupam com o bem estar físico das suas famílias (Provérbios 31:10-31; Tito 2:4-5). Em outra ocasião, Jesus fez um contraste semelhante: “Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que subsiste para a vida eterna ...” (João 6:27). Ele não condenou o trabalho para ganhar o sustento. De fato, desde o princípio, sempre foi a vontade de Deus que o homem trabalhasse para se sustentar. Adão foi colocado no Jardim do Éden “para o cultivar e o guardar” (Gênesis 2:15). Paulo disse: “... se alguém não quer trabalhar, também não coma” (2 Tessalonicenses 3:10). Ainda falando sobre cuidados de necessidades materiais, ele afirmou: “Ora, se alguém não tem cuidado dos seus e especialmente dos da própria casa, tem negado a fé e é pior do que o descrente” (1 Timóteo 5:8). O problema não é o serviço de sustentar uma família e cuidar das suas necessidades materiais. O problema é deixar estas preocupações tomar prioridade sobre as coisas de Deus. Na escolha entre coisas materiais e Deus, nunca devemos priorizar as coisas e os cuidados deste mundo.

Observamos nesta história a importância de aproveitar a oportunidade de conhecer Jesus Cristo. Maria poderia lavar louças e limpar pisos em outro momento, mas ela não quis perder a oportunidade rara de estar com Jesus e ouvir seus ensinamentos. Marta também poderia ter deixado os serviços de casa para outro dia, e teria sido abençoada com as palavras do Mestre. Como facilmente deixamos coisas relativamente insignificantes parecerem urgentes ao ponto de negligenciar o que realmente importa. Jesus disse que a busca espiritual deve ser a nossa preocupação exclusiva. Sabendo que é impossível servir a dois senhores, devemos buscar “em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça” (Mateus 6:24,33).

Quase no final do seu ministério terrestre, Jesus visitou a casa de Maria e Marta novamente. Desta vez, a circunstância foi de profunda tristeza, pois lamentaram a morte do irmão delas, Lázaro. As conversas que Jesus teve com as irmãs antes de realizar um dos seus maiores, a ressurreição de Lázaro, mostram a fé das duas irmãs. Nesta ocasião, é a fé de Marta que ganha maior destaque. Ele fez uma das grandes confissões encontradas na Bíblia. Quando Jesus perguntou sobre sua fé, Marta disse: “eu tenho crido que tu és o Cristo, o Filho de Deus que devia vir ao mundo” (João 11:27). Marta obviamente aproveitou oportunidades para ouvir os ensinamentos de Jesus e já teve a convicção sobre o Messias antes do grande milagre que Jesus fez naquele dia.

Mais um encontro fala de Lázaro, Maria e Marta quando Jesus participou de uma ceia em Betânia menos de uma semana antes da sua morte. Neste caso, tanto Maria como Marta serviam. Foi Maria que ungiu os pés de Jesus com um perfume que valia quase um ano de salário de um trabalhador comum (João 12:1-8).

Vamos aprender a lição fundamental destes encontros para ouvir os ensinamentos de Jesus e nos dedicar ao serviço do nosso Mestre!
|  Autor: Dennis Allan