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Consagre ao Senhor tudo o que você faz, e os seus planos serão bem-sucedidos. Provérbios 16:3

terça-feira, 30 de julho de 2013

Vencendo o Gigante da Maledicência




Tiago 4:11,12


Você acha que falar mal dos outros pode transformar-se num hábito? Há algum problema nisso?

A maioria dos problemas enfrentados numa comunidade tem a ver com a maledicência.

O ser humano é a única criatura com a capacidade de articular as palavras. Ele se comunica através da fala. Isto é uma bênção! Contudo, o que é bênção pode transformar-se em maldição. Depende do uso.
Um estudo mais acurado mostrará, com clareza, a intensidade do ensino das Escrituras quanto a esta questão. Uma advertência seríssima vem do próprio Senhor Jesus Cristo, no Sermão da Montanha (Mt 5.21,22). É preciso ter cuidado com a maledicência? A Bíblia afirma que, se alguém consegue controlar sua língua, consegue controlar todas as outras partes de sua perso­nalidade (Tg 3.2).
Breve Análise do Texto

O texto de Tiago pode ser entendido, basicamente, como uma divisão inde­pendente, sem muita ligação com o seu contexto. Porém, estes versículos retomam um dos temas preferidos de Tiago (1.19,26; 3.1 -12).

Parece que Levítico 19.16 – "Não andarás como mexeriqueiro entre o teu povo; não atentarás contra a vida do teu próximo. Eu sou o Senhor" – está na mente de Tiago.

O texto é claro e a justificativa de Tiago para condenar a maledicência tam­bém o é: falar mal (julgar) de um irmão é falar mal (julgar) da lei. Esta é a tônica do versículo 11. 0 versículo 12 mostra que julgar é tarefa de Deus, não nossa. Nós não somos nem o Legislador, nem o Juiz; por isso, não temos nem o direito e nem a capacidade de julgar ou falar mal de quem quer que seja.


Tópicos para Reflexão

1. AMALEDICENCIA É PROIBIDA

Nem sempre pensamos em maledicência como algo proibido na Lei (Lv 19.11,16). Nos Salmos (SI 34.13), nos profetas (Zc 8.16,17), nos evangelhos (Mt 5.22), nas epístolas (Et 4.25,29; Tg 3.1-12) encontramos orientações, admoestações e proibições quanto à maledicência. Estamos diante de algo que Deus proíbe e abomina.

Sabemos que a linguagem é um meio fantástico para a comuni­cação entre as pessoas, porém é por demais perigosa. Ela pode construir, mas também pode destruir. Pode abençoar, mas também pode amaldiçoar (Tg 3.10).

Maledicência é difamação de alguém: falar mal de alguém – postura condenada por Tiago (Tg 4.11). Em lugar disso, devemos imitar o exemplo de seu Mestre, cujas palavras eram tão cheias de graça, que as multidões se maravilhavam (Lc 4.22)".

Por que será que Deus proibiu a maledicência? Certamente porque ele sabe dos prejuízos que ela pode causar na vida de um povo ou de uma família. É bom lembrar que, quando nosso Senhor interpreta a lei, ele introduz um novo conceito de "não matarás". Pode­mos trazer a morte ao nosso próximo, apenas com o mal uso de nossa língua. Tomemos cuidado, pois a maledicência mata.

2. A MALEDICÊNCIA TORNA VÃ A RELIGIÃO
"Se alguém supõe ser religioso, deixando de refreara língua, antes, enganando o próprio coração, a sua religião é vã" (Tg 1.26). O cristão que deixa de refrear a sua língua engana o seu próprio coração, perdendo a autenticidade de sua espiritualidade.

A espiritualidade do indivíduo e a da comunidade cristã não se mede pela intensida­de das práticas devocionais. Não é pelo tempo gasto com oração e jejuns. Nem mesmo peio mero conhecimento das Escrituras. Além destas práticas, a espiritualidade é evidenciada e validada por uma linguagem sadia. Como diz Paulo, uma linguagem "agradável, temperada com sal, para saberdes como deveis respondera cada um" (Cl 4.6; ver também Cl 3.16).

Euclides Martins Balanci comenta que "o verdadeiro culto é a entrega de si mesmo a Deus para viver a justiça na prática: não difa­mar o próximo".

Toda a prática religiosa cai por terra com a prática da maledicência. Tiago detecta a incoerência de uma linguagem (religiosa) que bendiz a Deus, mas amaldiçoa os homens – criados à semelhança de Deus (Tg 3.9). Não adianta ser membro assíduo de uma igreja, freqüentar os cultos, ser um dizimista fiel, cantar no "louvor" da igreja. Tudo isso perde o valor e o sentido se não conseguimos refrear nossa língua quanto à maledicência (Tg 3.10).


3. A MALEDICÊNCIA PRODUZ CONSEQÜÊNCIAS DESASTROSAS

Numa comunidade cristã, uma pessoa "linguaruda" causará terríveis danos à saúde da igreja. Como já foi dito, a língua tem um potencial destruidor. A maledicência atinge o ser humano por inteiro. Ela também atinge a igreja atrapalhando o seu crescimento.

É necessário refletir sobre os pecados da língua e sobre o nosso dever de refreá-la. O apóstolo Pedro, citando e interpretando o Salmo 34, revela o segredo para aqueles que desejam ver dias felizes: guardar a língua do mal, ou seja, evitar a maledicência e falar sempre a verdade (I Pe 3.10).

Destruição, intrigas, inimizades, invejas, ira, fofocas são conseqüências desastrosas que podem surgir numa comunidade, se não atentarmos cuidadosamente sobre a nossa maneira de falar. Igrejas são divididas, famílias são desfeitas, amizades são destruídas, guerras surgem por causa de um mal uso da capacidade de articular as palavras. É bom refletir antes de falar (Tg 1.19). Nossas palavras, se proferidas maldosamente, têm conseqüências desastrosas. Sejamos cuidadosos (II Tm 2.16,17).

4. A MALEDICÊNCIA PODE SER VENCIDA

Embora Tiago mostre que a língua "é mal incontido, carregado de veneno mortífero" (Tg 3.8), cremos que a maledicência pode ser vencida. O Espírito Santo, nosso Ajudador, auxilia-nos no cumprimento dos preceitos da Lei de nosso Deus. Temos as Escrituras e seus numerosos ensinamentos. Sejamos "praticantes da Palavra, e não apenas ouvintes" (Tg 1.22). Apropriemo-nos de suas verdades, de "tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que épuro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama" (Fp 4.8). Com certeza, esta apropriação nos auxiliará a evitar cometer o pecado da maledicência.

Ademais, temos o exemplo maior, nosso Senhor Jesus Cristo. "Jamais alguém falou como este homem"‘(Jo 7.46). Aprendamos com ele, pois seu exemplo e sua vida nos garantem que a maledicência pode ser vencida. Nosso Senhor nunca precisou pedir desculpas por uma palavra mal colocada. Ele nunca cometeu equívocos quanto à sua fala.
CONCLUSÃO

Portanto, concluímos que a maledicência pode ser evitada; e deve ser vencida por aqueles que têm um compromisso genuíno com o Senhor Jesus Cristo. Que nosso linguajar demonstre nosso fiel compromisso com o Senhor. Lembre­mos que a maledicência é pecado condenado por Deus. Ela produz conseqüências terríveis para as pessoas nos seus relacionamentos. E, por fim, cremos fervorosamente que pode ser vencida com a preciosa ajuda do Espírito Santo de nosso Senhor.

Reflexão Pessoal

1. A sua família e igreja têm sido edificadas pelas palavras que saem da sua boca?

2. Você pensa bem antes de falar, ou é do tipo que afirma: "Quando vejo, já falei"? 0 que você deve melhorar em sua comunicação?

3. Você acha que as coisas que fala têm produzido nos não crentes uma boa impressão quanto à sua religião?

Autor: Josias Moura

terça-feira, 23 de julho de 2013

16 MANEIRAS PARA DESTRUIR SEU CASAMENTO


1 – Parar de dialogar de maneira aberta e sincera

2 – Alimentar a ira e ser sempre egoísta, rude e violento(a).


3 – Nunca perdoar seu cônjuge, por menores que sejam os erros dele.

4 – Passar o maior tempo possível deprimido(a) e com pensamentos negativos.


5 – Convencer seu cônjuge de que os filhos são muito mais importantes para você que ele.


6 – Ser sempre indolente e recusar-se a fazer sua parte nas tarefas de casa ou do trabalho.


7 – Gastar dinheiro com futilidades e sempre assumir dívidas altas.


8 – Adquirir vícios ou hábitos nocivos e defender seu direito de conviver com eles.


9 – Não se importar com as necessidades sexuais de seu cônjuge, desde que você obtenha o que deseja.


10 – Habituar-se a ver filmes, revistas ou propagandas com cenas de sexo explícito e comparar com seu marido (esposa) as imagens e, acima de tudo, mencionar a outras pessoas quem você acha mais atraente.


11 – Ser firme com seu marido (esposa) e recusar-se a dizer: “Desculpe-me”, “Perdoe-me” ou “Você está perdoado(a)”.


12 – Tirar Deus e seu cônjuge da lista de prioridades.


13 – Ameaçar pedir divórcio todas as vezes que surgir um conflito entre vocês.


14 – Ter um relacionamento extraconjugal ou alimentar uma paixão por outra pessoa que não seja seu marido (esposa).


15 – Sair de casa e não tentar reconciliar as diferenças.


16 – Desistir de Deus e recusar-se a acreditar que Ele é um Deus de milagres, com o poder de restaurar o amor e a esperança...

segunda-feira, 22 de julho de 2013

8 palavras que nunca devemos dizer em uma brincadeira

É muito bom e saudável cultivar o bom humor nas relações. E as brincadeiras fazem parte desse processo. No entanto, é preciso tomar muito cuidado, pois brincadeiras em excesso e fora de hora podem acabar sendo ofensivas e magoar as pessoas que amamos. Muitas ofensas podem causar um grande estrago na relação.

Listamos algumas palavras que devem ser evitadas em qualquer situação, principalmente em brincadeiras.

1. Burro e jumento.
Palavra deselegante e que menospreza seu companheiro, palavra derivada de um animal da espécie asinina; não pode-se tachar uma pessoa de estúpida, rústica, tola, ignorante entre outros adjetivos chulos. Mesmo que por brincadeira, devemos evitar esses comentários pejorativos.

2. Sua velha ou seu velho.
Por mais jovem que se seja, falar da idade, chamar ou insinuar que uma pessoa esteja velha é muito chato, sem falar que uma nítida falta de cortesia e educação, principalmente quando se chama uma mulher dessa forma. Nada magoa mais uma mulher do que chamá-la de velha.

3. Gorda.
Outra grande deselegância é chamar uma pessoa de gorda, principalmente as pessoas que sofrem com doenças referentes à obesidade, isso é muito chato, deselegante e até preconceituoso, policie-se quanto a isso.

4. Magra ou magricela.
Não é verdade que todo magro é feliz, muitas pessoas vivem em verdadeira batalha para ganhar peso.

5. Doente.
Chamar uma pessoa dessa forma é totalmente deselegante, chega a ser ridículo, ninguém fica doente porque quer, independente de qual seja, é uma batalha, traz sofrimento e dor. Pessoas doentes precisam de amor e respeito, seu estado físico, mental ou emocional não pode ser relacionado em brincadeiras. Chamar uma pessoa dessa forma mesmo que numa brincadeira é um grande erro.

6. Fazer brincadeiras com a origem ou raça das pessoas.
Isso é extremamente chato, menosprezar ou tentar humilhar uma pessoa por sua origem, seja de sua região, mesmo que no mesmo país ou de seu país de origem, de sua cultura ou até mesmo pela cor de sua pele, seu modo de falar ou de se vestir, é simplesmente ridículo e punível por lei. Conforme lei 9.459: “Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.”

7. Religião.
Zombar da religião de outra pessoa é muito sério e gera grande confusão, às vezes até guerras, é uma falta de respeito. Estamos em um país onde se pode adorar e cultuar sua fé livremente. De acordo com o artigo 5 º inciso VI da Constituição Federal: “é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e as suas liturgias”.

8. Feio ou feioso.
Chamar outra pessoa de feio é no mínimo terrível (não existem pessoas feias, cada pessoa tem sua beleza), isso traz traumas que muitas vezes podem ser difíceis de serem solucionados.

Devemos ser pessoas felizes, extrovertidas e animadas, devemos brincar, sim, mas sempre com respeito e cuidado com as palavras para que a diversão de alguns não seja a desgraça de muitos.

sábado, 20 de julho de 2013

Crentes, Mas Não Transformados

E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.
Romanos 12:2

Transformação é uma palavra chave na vida de cada pessoa que se identifica como seguidora de Jesus Cristo. As nossas igrejas estão cheias de simpatizantes e admiradores dos ensinamentos de Jesus, porém com tristeza vemos muitos crentes viverem de forma bem distante e diferente da proposta de Jesus. A transformação de que fala a Bíblia é uma condição inegociável para o cristão, ela á ampla e global, é renovação da mente, é a mente da pessoa que controla sua vida, que determina suas ações, seu procedimento, por isso a Bíblia diz que a renovação, a mudança, a transformação precisa acontecer na mente. Há muitas idéias erradas sobre transformação:


Transformação não é somente ir a igreja em todas as reuniões, participar dos cultos, andar com a Bíblia e dizer sou crente, ou ainda encher o automóvel de adesivos.

Transformação não é somente deixar de fumar, beber, jogar e outras coisas similares.

Transformação não é somente falar do que Jesus faz ou pode fazer.

Transformação não é somente deixar de andar em companhia de pessoas margilalizadas pela sociedade.

Com certeza essas coisas sozinhas, não mostram uma verdadeira transformação, é preciso muito mais. “Se a vossa justição não exceder em muitos os escribas e fariseus de modo algum entrareis no reino de Deus” Mt.5:20. As nossas igrejas tem muita gente que necessitam de uma real e verdadeira transformação. A falta de uma vida verdadeiramente transformada tem impedido muitas pessoas de se aproximarem do evangelho de Jesus Cristo. A força do evangelho está na transformação que ele produz; precisamos nos libertar do velho homem com todos os seus resquícios e sermos revestidos de uma nova vida. Imagine uma esposa que diz para o seu marido - “ Eu, agora sou crente”, mas continua a brigar com o marido por tudo, a falar mal da vizinha, e ainda diz para o marido você precisa se converter.

Que exemplo esse marido tem da esposa? Que evangelho é esse?. Pense, em um filho que vai a todas as reuniões da igreja, é lider dos jovens ou dos adolescentes, mas em casa é respondão, briguento, irrita-se com facilidade, é grosseiro, não respeita os pais, quando voce acha que os pais desse jovem vão desejar aceitar o mesmo Jesus do seu filho? E o inverso é verdadeiro tem pais que oram anos a fio pelos seus filhos, porém nunca deram um testemunho que tenha provocado em seus filhos o desejo de servir ao mesmo Deus que eles. Que dizem os colegas de trabalho de um crente mal humorado, que nunca está pronto para ajudar ninguém, está transformado porque vai a igreja e é só, alguém vai desejar conhecer o Jesus dessa pessoa. O que dizer do jovem, da jovem que escandaliza os novos convertidos, pois falam mal, e as vezes até criam barreiras entre os irmãos, como será o Jesus dessa pessoa. “ Aquele que diz que está nele, deve andar como ele andou” I Jo.2:6. 

O mais difícil é que tem pessoas que se acostumam a serem assim, e acham que não tem nada demais, porém fazem mal para si e para os outros. Não estamos falando que podemos viver sem pecar, pois isso é impossível enquanto estivermos aqui na terra. Transformai-vos, essa é a ordem de Jesus, para vida de todo aquele que é nascido de novo. Transformai-vos o vosso modo de pensar, de falar e de agir, com certeza as pessoas verão a diferença e quando vêem esta diferença dizem, verdadeiramente o evangelho transforma.

Quer ganhar seu marido para Jesus, seja uma pessoa transformada, deixe Jesus agir em tua vida. Quer ganhar sua esposa para Cristo, seja um exemplo de marido, em todas as áreas, seja um servo usado por Deus. Quer ganhar teu filha, tua filha, ore por ele, por ela, mais mostre que você é um pai, uma mãe diferente, que há algo divino em você. Jovem quer ganhar seus pais para Cristo, quer levá-los aos pés de Jesus, seja um filho transformado, uma filha transformada. Está em nossas mãos fazer a diferença. Como é bom ouvirmos, de um pai, o meu filho é outro desde que aceitou a Jesus. Quantas esposas podem dizer, foi o testemunho do meu marido, que me trouxe a Jesus. O mundo quer ver Jesus em nós, nos nossos atos, nas nossas palavras, não afaste pessoas de Jesus, seja um crente transformado, seja diferente. Ame, perdoe, ajude, coopere, compreenda, ganhe vidas para Jesus, enntregue sua vida para Jesus.

Autor: Pastor Jorge Luiz Cesar Figueiredo
 

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Matar um embrião é o mesmo que matar uma pessoa?





Como vimos na questão sobre o aborto, dizer que um zigoto ou um embrião ainda não é uma pessoa é completamente errado, porque a vida humana começa na concepção; o embrião é um ser humano. Ele não poderia ser outra coisa, senão humano. Sua humanidade é inerente. Além disso, embora todo homem um dia vá morrer, ninguém, a não ser Deus, que o criou, pode determinar a hora em que isso deverá acontecer.

Destruir um embrião para pesquisa científica ou qualquer outro fim é destruir uma vida! E a verdade que muitos cientistas favoráveis à manipulação embrionária escondem é que a ciência não tem o domínio total dessa técnica. Sendo grande a possibilidade de falhas, pode ser introduzido na espécie humana um gene defeituoso, acarretando doenças e deficiências às gerações futuras. E esses danos, sem dúvida, superariam muito tudo o eles que dizem que a manipulação embrionária para pesquisas com células-tronco poderia favorecer.

É bom esclarecer que a manipulação embrionária serve a interesses econômicos de poderosos e à vaidade de muitos cientistas que se aproveitam da ignorância da população e do clamor emocional das pessoas com deficiências para obter o direito de desenvolver essa técnica científica, bem como que muitos cientistas envolvidos com manipulação embrionária não estão preocupados com a questão terapêutica; estão interessados em clonagem humana. Aqui mora o perigo! É o homem brincando de ser deus. As consequências são sempre terríveis!

Nós, evangélicos, somos a favor das pesquisas com células-tronco para fins terapêuticos, desde que não sejam células embrionárias, visto que as células-tronco podem ser tiradas do cordão umbilical, da medula óssea ou da corrente sanguínea, sem sacrificar uma vida humana.

SUGESTÕES DE LEITURA:

Êxodo 21.21-25; Salmos 22.10; 71.6; 139.15,16; Jó 31.15; Isaías 44.2,24; 49.1,5; Jeremias 1.5; Lucas 1.35,41; Gálatas 1.15

Fonte: Verdade Gospel

quinta-feira, 18 de julho de 2013

O Perfume Precioso

Estando em casa de Simão para o jantar, Cristo foi homenageado por uma mulher, chamada Maria, que derramou sobre ele todo o nardo contido em um vaso de alabastro. Toda a casa se encheu daquele perfume maravilhoso, atraindo a atenção de todos os presentes, inclusive dos discípulos, que disseram: "Que desperdício! Poder-se-ia vender este perfume e dar o dinheiro aos pobres". Ao que Cristo respondeu: "Aos pobres, sempre tendes convosco, mas a mim, nem sempre tereis" (Mateus 26).

Tal episódio de rara beleza nos impressiona e ensina. O ato de Maria surpreendeu a todos e até hoje surpreende. Jesus disse que onde o evangelho fosse pregado, aquela ação seria mencionada.

Naquele tempo, era comum às jovens fazerem suas economias para comprarem o nardo, um perfume muito caro. A essência ia sendo juntada em um vaso a fim de ser utilizada na noite de núpcias. Pensando nesses detalhes, notamos o quanto era importante aquele vaso de perfume para sua possuidora. Representava suas economias, talvez até realizadas com sacrifício, e simbolizava também seus sonhos, seus ideais referentes ao matrimônio e à família. Quanto valor colocado e representado por um vaso de perfume!


O que Maria fez? Derramou todo aquele perfume sobre Cristo. Isso foi mais do que uma homenagem; foi uma entrega total. É como se ela dissesse: "Senhor, eu entrego a ti tudo o que sou. Eu entrego o melhor que possuo, meus sonhos, meus desejos, meus ideais, meus planos e objetivos". Foi um ato de dedicação absoluta. Notamos que ela não derramou um outro líquido que pudesse ser mais barato e conseguido com mais facilidade, como água, por exemplo. Maria deu o que possuía de mais precioso. Isso nos ensina a dar o melhor para Deus, fazer o melhor para ele, mesmo que nos custe um preço alto.

O ato de "derramar" nos traz três lições:

Dedicação exclusiva - Tendo derramado todo o perfume sobre Jesus, Maria não poderia mais prestar essa homenagem a outra pessoa. Tendo o compromisso que temos com Cristo, não podemos tê-lo com um ídolo. Nada restou do nosso perfume que possa ser dado a um outro deus.

Dedicação sem reservas - Ela não guardou um pouco do perfume para si mesma. Não haverá nenhuma área da nossa vida que não esteja sob o domínio do Senhor. Somos dele por completo.

Dedicação sem retorno - Uma vez derramado, o perfume não podia ser retomado ou recuperado. Não vamos, amanhã ou depois, pedir ao Senhor que nos devolva o que lhe entregamos. Não vamos desistir da nossa aliança com ele. Se derramamos nossa alma diante do Senhor não vamos tomá-la de volta. Nosso vínculo com Jesus é um casamento sem divórcio. Assim deve ser nossa dedicação ao Senhor. Entreguemo-nos completamente e definitivamente.

Aquele aroma maravilhoso se propagou pela casa e atingiu a todos. Assim é o efeito do testemunho silencioso de uma vida derramada na presença de Deus. Mesmo os que quiserem ignorá-la não poderão. Diante daquele exemplo de desprendimento, alguns disseram: "Que desperdício!" Essas palavras poderão ser ouvidas ainda hoje por aqueles que se dedicam ao Senhor. Alguém poderá dizer que estamos desperdiçando nosso tempo, nosso dinheiro, nossa juventude, nossa vida, etc. Entretanto, nossa dedicação a Deus não é desperdício, é investimento. Tudo o que entregamos ao Senhor será como uma semente lançada ao solo. O ato de semear pode parecer um desperdício. Parece que o semeador está jogando fora as sementes. Porém, no dia da colheita, o trabalhador se alegra com o fruto do seu labor.

Naquele instante, até os pobres foram lembrados. O discurso daqueles defensores dos pobres parece até uma tese da Teologia da Libertação. O fato é que qualquer argumento será usado por aqueles que querem tirar nossa atenção do Senhor. Muitos querem que desviemos nossa visão de Jesus para nos dedicarmos a outras causas, que podem até ser nobres e feitas em nome de Cristo, mas não devem tomar o lugar de Deus em nossas vidas. É verdade que, quando ajudamos aos pobres, estamos fazendo a obra de Deus, e devemos fazê-lo, mas isso não substitui uma experiência pessoal com Jesus Cristo. O amor ao próximo é importante, mas não é tudo. O primeiro mandamento é o amor a Deus. Logo, se alguém vive se dedicando ao trabalho social, mas não é convertido nem obediente a Deus, está praticando obras mortas, sem valor espiritual. As obras de caridade não têm o poder de salvar ninguém. Contudo, se somos convertidos e fazemos boas obras, estas têm grande valor e por elas seremos recompensados.

Notemos que Jesus não condenou a ajuda aos pobres. Ele disse que sempre teríamos os pobres conosco. Assim, poderíamos ajudá-los sempre. Entretanto, tal ajuda não substitui nosso culto e dedicação da vida ao Senhor através de um compromisso de obediência. Essa questão atinge também àqueles que acham que podem deixar de contribuir na igreja a fim de ajudarem lá fora a quem precisa. Na realidade, as duas coisas são importantes e devem ser tratadas na ordem correta de prioridades.

O que nós estamos dando ao Senhor? Como estamos trabalhando pelo seu reino? Que Deus nos ajude a alcançar o nível de fazermos o melhor, de entregarmos o melhor e de colocarmos o Senhor acima de tudo em nossas vidas. Dessa forma, o bom perfume de Cristo será sentido em todos os lugares onde estivermos.

 Autor: Anísio Renato de Andrade 

quarta-feira, 17 de julho de 2013

COMO LIDAR BEM COM OS CONFLITOS: UMA LIÇAO A SER ENSINADA



Ensina a criança no caminho em que deve  Andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele” ( Pv 22.6)


   Um pai diz ao filho de 4 anos: “Se te baterem, bata também!”. Outro orgulha-se de que o filho nunca leva desaforo para casa. Há ainda o pai não estimula o filho a revidar, mas teme que este não consiga fazer-se respeitar, tornando-se constante vitima dos colegas.
   A capacidade de mediar conflitos de forma adequada tem sido considerada condição indispensável para o estabelecimento de boas relações interpessoais. Algumas crianças apresentam mais dificuldade quando ao controle diante de conflitos; entretanto, a capacidade de conter a impulsividade pode ser estimulada mesmo nas crianças pequenas.
   A ira é um sentimento que precisa ter sua forma de expressão orientada. Ensinar a criança a revidar, quando for vítima da agressividade dos colegas, torna-a incompetente para resolver situações de conflito de forma eficaz, pois passa a ter como único recurso a agressividade.
   Quando são pequenas, o motivo pode ser a disputa por um brinquedo, a perda em um jogo ou a ofensa verbal do colega. São coisas aparentemente insignificantes, mas que merecem orientações dos adultos para que as crianças desenvolvam as habilidades sociais de que necessitarão por toda a vida, inclusive para resolver conflitos mais sérios com o passar do tempo.
   O exemplo dos adultos é uma forma pratica e muito eficiente para a aprendizagem dessas habilidades pelas crianças. As formas como os pais lidam com conflitos é modelo para seus filhos. O exemplo que provavelmente seguirão é a maneira como a ira é tratada em casa. Afinal, os filhos não verão muitas demonstrações corretas de lidar com conflitos na sociedade nem na televisão, mas observam cuidadosamente o que os pais costumam fazer quando entram em atrito com alguém.

Seguem algumas sugestões praticas para a solução de conflitos que os pais podem desenvolver com seus filhos:

  1. Não aceitar acessos de raiva como forma normal de reação. Muitos pais acomodam-se diante do “gênio difícil” da criança e permitem que essas reações se tornem habituais.

  1. Desenvolver técnicas de relaxamento “de emergência” para se acalmar quando sentir que está aponto de estourar. Há diversos artifícios moderadores do estado de espírito que podem usar: ouvir musica, caminhar um pouco, praticar esporte, brincar, ficar sozinho por um tempo, distrair-se. É preciso examinar o que acalma seu filho e ensiná-lo a usar as táticas que o ajudem a neutralizar a raiva, para depois conseguir resolver o problema. O meio mais efetivo é primeiro esfriar psicologicamente e depois, de maneira assertiva, construtiva, enfrentar a outra pessoa para acertar a desavença com bom senso. Isso é aprendido e exige intervenções dos adultos, especialmente no caso de crianças menores.

  1. Ensinar as crianças a ver outros ângulos das situações conflitantes. Com o caleidoscópio, é possível ver o mesmos elementos formados imagens diferentes, dependendo de pequenos movimentos.

  1. Ajudar os filhos a melhorarem a qualidade de comunicação nas discussões violentas. “Palavrões” e ofensas devem ser substituídos por outras formas de falar. As palavras duras fomentam a ira do outro, mas as palavras brandas podem acalmar o adversário (Pv. 15.1). Se alguém acende um fósforo e o outro espalha o combustível, a explosão certamente vira.
     Há famílias que permitem, até, que os filhos dirijam-se aos pais com palavras ofensas. Isso é bastante prejudicial, pois, além de gerar um relacionamento desrespeitoso, a criança utilizará esse modelo no trato com as outras pessoas adultas.

  1. Ensinar a criança a reclamar do que não gosta sem ofender ou atacar a outra pessoa. Expressar sua opinião a respeito do que os outros dizem ou fazem, de forma assertiva, também pode ser ensinado.
Atacar o problema e não as pessoas é uma capacidade que pode ser aprendida. A criança precisa aprender a não dizer tudo o que lhe vem à cabeça, mas também a não se calar quando não gostar de algo. Encontrar o modo certo de se expressar pode ser ensinado. Não se pode confundir franqueza, sinceridade e espontaneidade com grosseria, indelicadeza ou desrespeito.

  1. Ensinar a criança fazer acordos diante de conflitos, sugerindo alternativas práticas a serem usadas nas diferentes situações. Alguns pais, vez de auxiliar os filhos indicando alternativas, tomam eles próprios atitudes para resolver o problema com a outra criança envolvida no conflito. Certa vez, uma mãe me disse: “Não deixo meus filhos brigarem. Quando começam a discutir já interfiro e resolvo o problema”. Essa atitude pode tornar a criança dependente do adulto e sem recursos próprios para solucionar seus conflitos.

  1. Desenvolver a tolerância, ou seja, o respeito, a aceitação e o apreço pelas diversidades entre as pessoas. A tolerância é a harmonia na diferença. Auxiliar as crianças a perceber, tolerar e respeitar as diferenças também deve ser objeto de atenção dos pais que querem criar seus filhos com habilidades sociais adequadas. A escola é um meio de proporcionar às crianças a convivência com muitas diferenças. Isso pode ser enriquecedor em termos sociais, se bem orientado.

  1. A empatia é fundamental. Exercitar a criança a se colocar no lugar do outro e imaginar como se sentiria é um recurso pratico a ser usado quantas vezes for necessário. Perceber as respostas e insinuações do outro é uma habilidade social fundamental. Isso ajudará a criança a notar quando o colega não quer mais brincar ou está começando a ficar irritado. Crianças com dificuldade nesse sentido provocam o outro ao extremo sem perceber a hora de parar. Isso também merece atenção e ensino dos pais.


Portanto, pais, mãos à obra. Há muito que fazer para ajudar seus filhos em seu desenvolvimento social. Que Deus dê sabedoria para isso!
   
                                             Roseli Fernandes Lins Caldas

                                                                        Psicóloga escolar

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Doença de Alzheimer revertida pela primeira vez



A doença de Alzheimer foi revertida pela primeira vez. Uma equipa de investigadores canadianos, da Universidade de Toronto, liderada por Andres Lozano, usou uma técnica de estimulação cerebral profunda, directamente no cérebro de seis pacientes, conseguindo travar a doença há agora já mais de um ano. O estudo vem publicado na «Annals of Neurology».

300613 alzheimerEm dois destes pacientes, a deterioração da área do cérebro associada à memória não só parou de encolher como voltou a crescer. Nos outros quatro, o processo de deterioração parou por completo.
Nos portadores de Alzheimer, a região do hipocampo é uma das primeiras a encolher. O centro de memória funciona nessa área cerebral, convertendo as memórias de curto prazo em memórias de longo prazo. Sendo assim, a degradação do hipocampo revela alguns dos primeiros sintomas da doença, como a perda de memória e a desorientação.

Imagens cerebrais revelam que o lobo temporal, onde está o hipocampo e o cingulado posterior, usam menos glicose do que o normal, sugerindo que estão desligadas e ambas têm um papel importante na memória.

Para tentar reverter esse quadro degenerativo, Lozano e sua equipa recorreram à estimulação cerebral – enviar impulsos eléctricos para o cérebro através de eléctrodos implantados.

O grupo instalou os dispositivos perto do fórnix – um aglomerado de neurónios que enviam sinais para o hipocampo – dos pacientes diagnosticados com Alzheimer há pelo menos um ano. Os investigadores aplicaram pequenos impulsos eléctricos 130 vezes por segundo.

Testes realizados um ano depois mostram que a redução da glicose foi revertida nas seis pessoas. Esta descoberta pode levar a novos caminhos para tratamentos de Alzheimer, uma vez que é a primeira vez que foi revertida.

Os cientistas admitem, no entanto, que a técnica ainda não é conclusiva e que necessita de mais investigação. A equipa vai agora iniciar um novo teste que envolve 50 pessoas.

Fonte: Ciência Hoje 


sexta-feira, 5 de julho de 2013

Parceria Conjugal


Você já ouviu pelo menos uma destas declarações sobre o casamento?


*Um bom casamento seria entre um homem surdo e uma mulher cega.

*Um arqueólogo faz o melhor marido. Quanto mais velha ela fica, mais interessado ele se torna. 

*Alguns casamentos foram feitos no céu, mas TODOS têm que ser mantidos na terra.
*Um casamento bem-sucedido não é sobre como achar a pessoa certa—é como SER a pessoa certa!

*Se a grama for mais verde do outro lado da cerca, pode ter certeza que a conta d’água também é maior.

*Casamento é como as moscas na tela da janela da cozinha. As que estão dentro querem escapar, e as que estão fora querem entrar . . .
Todas elas são uma tentativa de definir o relacionamento conjugal. Mas, e Deus? Como o define? Como Deus descreve o relacionamento conjugal nas Escrituras? Como Ele caracteriza essa, a primeira e mais básica das instituições humanas?

 Às vezes ficamos tão preocupados em lidar com as situações matrimoniais diversas, que esquecemos de ensinar o padrão bíblico estabelecido por Deus. Não deveríamos dar tanto enfoque às exceções e problemas que acontecem com vários casamentos, mas deveríamos focalizar o padrão original de Deus, exaltá-lo para nossos jovens, modelá-lo tanto quanto possível, e só então lidar com as exceções.

Num país onde o índice de casais divorciados cresce assustadoramente, a Igreja Evangélica precisa voltar às bases bíblicas e ensinar aos filhos de Deus os princípios para ajudar jovens a “peneirarem os candidatos” para o casamento, pais a orientarem seus filhos e casais a ajustarem seu relacionamento conforme a vontade de Deus. Um casamento feliz e duradouro não é nenhuma questão de “sorte” ou, como pensam outros, de se casar com a “alma gêmea”. Na verdade, um casamento feliz e duradouro acontece quando os cônjuges edificam seu lar segundo a vontade de Deus.

 No presente artigo não seria possível discorrer sobre todas as orientações que a Palavra de Deus nos dá sobre casamento, visto que há nela princípios para todas as situações no lar, mas gostaria de destacar três que servem de colunas para estruturar tanto casamentos futuros como casamentos já existentes.
I. Casamento Bíblico é AUXÍLIO MÚTUO que precisa ser Resgatado pela Graça de Deus (Gn 2:15-18; 1:27,28; cf. 1 Co 7:1-5) 

Ao ler o relato de Gênesis, imagine a cena:

Deus criou o mundo maravilhoso e nele plantou um belo jardim. Porém, logo Deus percebeu que “faltava” algo. Então Ele criou o homem a sua imagem e o pôs naquele lindo jardim com a missão de cultivá-lo e guardá-lo. Não demorou muito e Deus também percebeu que “faltava” algo para o homem que Ele havia criado. 

Não é bom que o homem esteja só, pensou Ele. O relato nos diz que primeiro tentou-se encontrar uma companheira para o homem dentre os animais já existentes. Porém, ao término do desfile dos animais, Adão não tinha encontrado uma parceria “idônea”. Então Deus o fez dormir e a partir de uma de suas costelas criou a mulher. Podemos dizer, portanto, que a mulher “nasceu da necessidade” do homem de ter uma companheira. Deus criou-a para ser auxiliadora do homem, o que significa que para ele a mulher é amparo, socorro e ajuda.

 O termo hebraico usado neste texto para a mulher como ajudadora é o mesmo empregado quando a Bíblia diz que Deus é ajudador. Ou seja, assim como Deus é um ajudador nobre e digno, a mulher também é digna e nobre no seu papel de auxiliadora. O texto também diz que Deus a fez idônea, ou seja, fê-la correspondente ao homem, porém um pouco diferente. É muito importante ressaltar que a mulher não foi feita “igual” ao homem e também não foi criada muito ‘diferente’ do homem. Na verdade, o plano de Deus é de que a mulher complemente o homem e este a complemente.


Para que ocorra esta complementação é necessário que haja auxílio mútuo dos cônjuges. O casal precisa reconhecer que um precisa do outro, que um preenche a lacuna do outro e, que sendo assim, o casamento não é lugar de competição, mas, sim, de cooperação. Há casais que tentam até mesmo eliminar as diferenças entre homem e mulher! Mas tentar fazer isso é querer destruir o plano de Deus, visto que foi Ele mesmo que planejou que estas diferenças entre homem e mulher existissem.

 Não há necessidade de se anular as diferenças! Na verdade, o casal que vive segundo os padrões de Deus reflete em seu relacionamento a glória de Deus. O casamento é o meio para o homem desfrutar de um relacionamento seguro e íntimo tal qual é o relacionamento das três pessoas na Trindade.

II. Casamento Bíblico é AMIZADE MATRIMONIAL que precisa ser Resguardada contra ameaças (Pv 2:15-17; Ml 2:14) 

O termo hebraico usado por Salomão para descrever o “amigo” da mocidade tem o sentido de “dócil, doado, amigo, íntimo que está totalmente à vontade, inocente, vulnerável”. Intimidade bíblica e total implica em inocência, vulnerabilidade, acesso e transparência. A intimidade assim ocorre quando duas pessoas ficam totalmente expostas uma diante da outra.

Não é possível alguém se casar com uma pessoa que se enquadre na descrição de dócil, amiga e etc. se durante o namoro a amizade entre ambos não foi desenvolvida. E mesmo aqueles que se casaram tendo um bom nível de amizade correm o risco de vê-lo decrescer se esta amizade não continuar sendo cultivada. Durante o namoro o jovem tem a oportunidade de desenvolver uma amizade profunda com seu namorado(a). 

Usamos a palavra “desenvolver” porque na verdade a amizade tem de ser buscada e cultivada, ao contrário do que a mídia propõe ser algo que acontece! E o primeiro passo para um jovem se tornar amigo de seu futuro cônjuge é se concientizar e determinar que ele pertence a outro.

 No seu coração, sugerimos que o jovem faça um voto de pertencer exclusivamente ao seu futuro cônjuge. Ele pode confiar na soberania de Deus de que a sua “princesa encantada” já está a sua espera. A jovem pode ter certeza de que ela pertence algum “príncipe encantado”, que logo estará saindo numa longa (ou curta) viagem ao encontro dela. 
E por isso ela não precisa sair quinze minutos antes que ele chegue para “ficar” com alguma rã que nunca será príncipe! Com esta confiança e dependência na Soberania de Deus será natural para o (a) jovem peneirar bem as (os) candidatas (os) que aparecerem ao longo do caminho. 

Outra sugestão é de que o jovem pode fazer uma lista das qualidades que ele deseja no seu futuro cônjuge e orar sobre elas. Esta medida simples prepara o jovem para avaliar-se a si mesmo quanto a estas qualidades e para um futuro diálogo franco com seu candidato a cônjuge. Acima de tudo o jovem não precisa ser precipitado e nem sair desesperado para se casar! É muito melhor ser solteiro e feliz no serviço de Jesus, do que se casar e viver infeliz num jugo desigual. Os pais têm um papel fundamental neste quesito. 

Pela orientação da Palavra de Deus eles podem preparar seus filhos para o casamento. Ensinando-lhes princípios de namoro e orando pelo futuro cônjuge de seus filhos, os pais “guardarão” o coração deles. Sugerimos que os pais conversem com seus filhos sobre seus relacionamentos. Deixem um exemplo de amizade conjugal com seu cônjuge ao qual eles poderão seguir e imitar. Quando os filhos percebem que seus pais se amam, eles serão mais seguros para desenvolver o mesmo tipo de relacionamento com seus cônjuges.

Todavia, os filhos somente se convencerão de que seus pais realmente são amigos e se amam se perceberem os sinais visíveis desta “amizade conjugal”. Os sinais claros da amizade conjugal são demonstrados pelo tempo em que os pais gastam juntos conversando e também orando. Também os filhos devem saber que, mesmo se obstáculos entre os pais forem erguidos por algum motivo, estes serão retirados o mais rápido possível para que se preserve o amor e a amizade no casamento. Os filhos não devem saber somente que seus pais erram, mas devem também saber que eles se arrependem de seus erros e se perdoam mutuamente. E encorajamos aos casados de que para gastar tempo juntos não será preciso mudanças radicais em suas agendas. 

Basta aproveitar bem o tempo das refeições, procurar dormirem sempre juntos (é incrível o números de cônjuges que sempre vão para o quarto adormecerem sozinhos!). O casal deve planejar um tempo para saírem com o propósito de “namorarem como antigamente”. Também seria muito bom o casal praticar algum hobby juntos. A manutenção da amizade no casamento não tem apenas o objetivo de “guardar o coração dos filhos”. Na verdade, a manutenção da amizade no casamento se transforma em um verdadeiro escudo contra as duas principais ameaças que rondam qualquer casamento: a traição e o divórcio.


Um casamento sem amizade conjugal torna-se um relacionamento frio e expõe os cônjuges à tentação de quererem encontrar uma pessoa “mais interessante” só pela possibilidade de que ela lhe dê mais atenção. A amizade é o combustível que mantém acesa a chama da confiança e intimidade. Já foi comprovado que um dos motivos sempre presentes em um divórcio é o fato de que deixaram de ser amigos!


III. Casamento Bíblico é ACORDO MINISTERIAL que precisa ser Relembrado (2 Co 6:14-16)

Neste último princípio, queremos lembrar aos casados e aos futuros casais de que o casamento não visa apenas realização pessoal de cada cônjuge e com isso o alcance da alegria. O casamento conforme a perspectiva bíblica visa um propósito muito maior: promover o Reino de Deus. Normalmente o texto de 2 Co 6.14-15 é exposto e sempre ressaltado como advertência contra o namoro com incrédulos ou talvez como advertência contra uma sociedade com não-crentes em algum tipo de negócio. 

A ênfase recai sobre o jugo “desigual”. Embora isto seja verdade, gostaria que olhássemos para o texto por uma ótica oposta, positiva. Entrando “pela porta dos fundos”, vamos descobrir o ideal para um casamento, como sendo um “JUGO IGUAL”. 

Por que jugo igual? Porque o propósito do casamento é um serviço mútuo do casal no campo do Agricultor celestial! A figura do jugo é uma figura agrícola. “Jugo” ou “canga” é um artefato que o fazendeiro usa para unir dois bois ou cavalos para puxarem o arado. O jugo é usado sempre para unir dois animais da mesma espécie e de mesmo tamanho. 

Caso contrário, não haverá êxito no trabalho de arar o campo. Sendo assim, a idéia de “aliança” ou “acordo” está implícita no termo “jugo”. Foi assim que o profeta Amós, em outro contexto, perguntou: “Andarão dois juntos, se não houver entre eles acordo? (3.3). Com esta pergunta, Amós nos leva a refletir de que um casamento é também uma sociedade, ou seja, os cônjuges são “parceiros” ou “sócios”; nesta sociedade os cônjuges estão em “comunhão” e “harmonia”, isto é, estão em união comum e firmaram um pacto mútuo de juntar forças para alcançar um fim. Do ponto de vista bíblico, o fim que um casal deve alcançar é a promoção do Reino de Deus. Ao longo da História da Igreja, Deus continua usando a família para influenciar e transformar o mundo, promovendo seu Reino.

 A título de exemplo desta verdade, podemos levar em conta os muitos pastores e suas esposas que estão engajados no ministério integral. Infelizmente, hoje, está na moda resgatar o relacionamento conjugal como fim em si mesmo. E na verdade corremos o risco de cair em familiolatria. 
Como já vimos antes, Deus quer que o casal “curta” seu relacionamento, que sejam grandes amigos, que experimentem a máxima intimidade, que cultivem seu relacionamento a dois e que priorizem esse relacionamento.

 Mas que tudo isso para o bem do Reino. Jesus continua em primeiro lugar! Cristo tem toda a primazia. É preciso lembrar que não seremos casados durante a eternidade. Nossos casamentos são relacionamentos terrenos, concedidos pela graça de Deus, para melhor servirmos e glorificarmos a Deus. Como sempre, a igreja é a providência de Deus para qualquer casal se envolver de maneira prática na promoção do Reino. 

Existem nela muitas oportunidades para um casal trabalhar como família, por exemplo: 

Dirigirem juntos um culto infantil, serem recepcionistas, ensinarem uma classe de EBD ou cantarem juntos no coral. Ao discorrermos sobre estes três princípios bíblicos, mais uma vez queremos afirmar: um casamento feliz e duradouro não é uma questão de sorte. O casamento foi projetado por Deus para “funcionar” de forma perfeita, desde que o casal siga as Suas instruções. Quando os cônjuges compreendem que o auxílio mútuo deve ser resgatado, que a amizade matrimonial deve ser preservada e que o casamento também é um acordo ministerial que precisa ser relembrado, com certeza o casamento trará realização tanto para eles como para o Reino de Deus.


Casamento bíblico é parceria conjugal a bem do Reino de Deus.
*Casamento bíblico é AUXÍLIO MÚTUO que precisa ser RESGATADA.
*Casamento bíblico é AMIZADE MATRIMONIAL que precisa ser RESGUARDADA.
*Casamento bíblico é ACORDO MINISTERIAL que precisa ser RELEMBRADO


Um Desafio Final:

1) Jovens: É isso que você quer? É isso que você deseja? Ou será que seus sonhos sobre o casamento são mais voltados para sua casinha, seus bebês, seu romanticismo? Deus une o casal numa parceria visando seu impacto para o Reino. Até você abraçar esse, Seu plano, você não está pronto para casar.

2) Pais: Você está preparando seus filhos para casamento bíblico? Seu exemplo tem preparado o caminho? Se você se encontra numa situação irregular, você tem explicado isso para seus filhos e trabalhado e orado que eles evitem os mesmos erros?

3) Casais: Vocês precisam relembrar o propósito do seu relacionamento? Cultivar sua amizade/intimidade para que contribua para o Reino de Deus? Tem se tornado egoístas? Ou vivem para eternidade?


Autor: Pr. Davi Merkh

terça-feira, 2 de julho de 2013

Uma visão bíblica da disciplina de filhos – Ginger Plowman

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Disciplina. Apenas mencionar a palavra soa severo. Por que isso? Talvez sua imagem rigorosa venha da definição distorcida que a sociedade colocou sobre ela. A sociedade retrata a disciplina como o castigo que envolve raiva, gritos e atos severos, ou até mesmo cruéis.
Atualmente, muitos pais acreditam cegamente na definição de disciplina da sociedade. Por relacionarem a palavra a uma instrução negativa, preferem tolerar o comportamento de seus filhos a corrigi-lo. Aqueles que ainda tentam estabelecer limites tendem a perder o coração de seus filhos. Eles tentam meramente controlar seus filhos, concentrando-se apenas em seu comportamento exterior. Adotaram a filosofia de que se conseguem fazer seus filhos agirem corretamente, então eles os estão criando da forma certa.
Recentemente, ouvi um dos psicólogos mais atuais e de mais rápida ascensão apresentar seus métodos de educação infantil. O anúncio de televisão apoiava suas afirmações com alguns testemunhos de pais que expressavam a rapidez com que seus métodos ceifaram benefícios no comportamento de seus filhos. Queridos pais, nós não precisamos de métodos que estão na moda. Precisamos de métodos de Deus. Embora algumas das ideias modernas soem bem e possam até colher alguns benefícios externos, nós não estamos buscando ações aparentes apenas, mas a purificação interior. Estamos atrás dos próprios corações de nossos filhos.
Embora a sociedade relacione disciplina a um uso descontrolado do castigo físico, a disciplina bíblica envolve amor, o coração e a Palavra de Deus. Por Deus estar preocupado com as questões do coração, a disciplina bíblica envolve muito mais do que o comportamento externo. A disciplina bíblica chega ao cerne do problema. Afinal de contas, se você consegue chegar até o coração, o comportamento cuidará de si mesmo. Para que alcancemos os corações de nossos filhos, devemos perceber que há muito mais na criação de filhos do que apenas fazê-los agir corretamente. Precisamos levá-los a pensar corretamente e serem motivados por um amor de virtude em vez do medo da punição. Fazemos isso ao instruí-los na justiça. A instrução justa só pode vir a partir da Palavra de Deus.
Em Efésios 6.4 nos é dito: “criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor”. Eu descobri que a segunda parte do versículo é muito mais desafiadora do que a primeira.
É fácil dizer aos nossos filhos que eles agiram de forma errada e castigá-los por isso, porém, é preciso muito mais preparação, disciplina, entendimento e autocontrole da nossa parte para realmente instruí-los de acordo com a Palavra de Deus. Essa abordagem exige muita atividade cerebral, requerendo que pensemos verbalizemos essa instrução fiel. E isso de uma mãe cuja atividade cerebral parece ser excepcionalmente baixa após uma provação – alguns dias extenuantes com as crianças!
Quando eles desobedecem, pensamos que fizemos bem ao dizer: “Isso foi errado, e você não deveria ter feito isso… (paft, paft, paft) agora, vá para o seu quarto!” Ao fazermos isso, fazemos apenas a metade do que Deus nos chamou para fazer.
Certamente Deus nos chamou para usar a vara para afastar a insensatez do coração dos nossos filhos. Em Provérbios 22.15, nos é dito: “A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a afastará dela”. Mas igualmente importante é que Ele nos chamou para “admoestá-los”. As passagens que dizem respeito à disciplina nos dizem claramente que Deus destinou os dois a andarem junto. Efésios 6.4 diz: “… criai-os na disciplina e admoestação do Senhor” (grifo meu). Vemos os dois juntos novamente em Provérbios 29.15: “A vara e a repreensão dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma envergonha a sua mãe” (grifo meu).
Felizmente, a Bíblia nos orienta em como repreender biblicamente e como instruir fielmente nossos filhos. Nós também somos munidos com exemplos de pais que educaram seus filhos com sucesso e dos frutos que colheram como resultado.
Este artigo é parte do livro “Não me Faça Contar até Três!”, futuro lançamento de Julho da Editora Fiel

Maria vai com as outras, eu?


“Muitas pessoas são outras pessoas, seus pensamentos geralmente são as opiniões dos outros, suas vidas uma imitação e suas paixões uma citação”

Você valoriza sua visão? Mas e se sua visão for danificada? Como você se sentiria? E se você ficasse cego? O que você faria? Mas espere, e se eu te disser que a sua visão está danificada por que não consegue enxergar o que está a sua frente? E o mais importante, você quer ver?

Eu gostaria de compartilhar algumas coisas com vocês, algo para se pensar, porque onde há escolha, há liberdade, devemos ter em mente que quanto menor for a nossa percepção, mais cegos ficaremos e se quisermos enxergar novamente, devemos expandir nossa percepção. Precisamos entender que: A realidade é muito mais complexa do que foi ensinado.

Mas antes de qualquer coisa, devo avisá-los, o que eu ofereço aqui nada mais é do que algo para se ler, pensar sobre o assunto e espalhar. Como o caráter deste ensaio é voltado à reflexão, não haverá muitas provas concretas neste primeiro, meu propósito é fazê-lo aos poucos aceitarem a parcela da verdade que estão escondidas de vocês e que assim possam como eu, fazerem suas próprias pesquisas, pois ainda temos tempo para fazê-lo.

Você consegue superar a sua programação?
Superar aquilo que obstruiu a sua visão como escolas, televisão, internet, rádio e religião. Fatores que contribuíram para a nossa cegueira. As funções dessas coisas nada mais são do que dispositivos retardatários intelectuais e espirituais que nos deixam alienados, nos cooptando a aceitar valores impostos por forças que não podemos nem imaginar ou até podemos, mas achamos que são meras histórias de filme ou livros para nos entreter enquanto estamos ocupados demais com nosso trabalho que nos suga ou com a péssima qualidade do ensino, o futebol ou o que irá acontecer no próximo capítulo da novela.

E que são nossa única fuga para buscar uma forma de entretenimento, que infelizmente não acrescenta em nada na sua vida e te deixa em um estado de alienação, mas que está lá para distrair a sua cabeça e o impede de desenvolver um senso crítico do que está ao seu redor, claro que você deve estar se perguntando se talvez a solução esteja em livros, eu digo que está, mas não nos livros da moda, a famosa categoria “Auto-ajuda” que faz com que você gaste dinheiro e tempo para no fim perceber que nada como uma conversa ou reflexão não resolvesse. O que estou querendo dizer é que no fim, inconscientemente estamos nos tornando mais e mais dependentes destes tipos de artifícios criados como válvulas de escape e no fim continuamos a dar voltas em círculos.

Mas e se eu também lhe falasse que desde o seu nascimento você foi programado a pensar sob parâmetros de percepção limitados intelectual, mental e espiritualmente que nossa percepção mental caiu tanto que apenas nos atemos ao básico de ação e reação, o que isso significa? Que muitos de nós fomos reduzidos a autômatos sem mentes apenas capazes em reagir às pessoas e informação sem o cuidado de se construir um processo intelectual concreto. Ou seja, não possuímos mais auto-análise de nós mesmos ou do mundo que nos cerca, apenas aceitamos o que é imposto, um exemplo é o ensino que dificilmente nos faz refletir sobre determinados assuntos, nós apenas recebemos a informação e a reproduzimos para o papel.

Essa nossa inabilidade de enxergar nos mantém em estado de ignorância e nos faz crer que já sabemos tudo aquilo que é necessário saber sobre toda a origem da vida na terra e termos um conceito muito simples do que realmente somos. O ser humano é muito mais complexo e poderoso do que lhe foi ensinado e não pense que essa ignorância é auto-criada, ela é criada por um sistema que controla o mundo. E este sistema mundial tem um vasto poder de induzir desejos que partem desde a idéia do materialismo desenfreado, o gosto pela luxúria e sermos amantes de um falso poder que jamais iremos alcançar. Mas quem é este sistema? Quais são seus objetivos? E quem criou esse sistema?

Antes de qualquer coisa gostaria de dar uma definição sobre sistema:
Sistema SM 1. Conjunto de elementos, entre os quais haja alguma relação. 2. Disposição das partes ou dos elementos de um todo, coordenados entre si, e que formam estruturas organizadas. 3 Reunião de elementos naturais da mesma espécie. 4. Método, plano. 5. Modo, jeito. 6. Modo de governo, de administração, de organização social.

O sistema é tudo o que está a sua volta tudo o que foi criado ou que existe e que te mantenha inserido dentro dele, é um mundo regido pelas leis-regras, sendo produto direto das instituições governamentais. Ele se manifesta sob diversas formas: como a religião, as instituições financeiras, o ramo do entretenimento e o governo são algumas das formas na qual o sistema se manifesta.

O sistema é baseado no poder, imagem, medo, não tolera questionamentos e odeia quem consegue ser ele mesmo, criam dependentes e os controla, faz com que você viva em um mundo que acha que vive ou tenta viver. O sistema força o indivíduo a se programar desde o seu nascimento e te torna um escravo, mas de forma sutil, imperceptível e não como antigamente.

Vale dizer que imposição pelo medo vem desde a antiguidade, podemos colocar os egípcios, os gregos, romanos, ingleses, americanos, etc. Cada um deles fez uso da força e repressão como Napoleão, Stalin, Hitler, Mao Tse Tung e Idi Amin ou pela autoridade divina como faziam os faraós que alegavam serem deuses na terra ou como os imperadores da idade média em parceria com a Igreja Católica que colocavam o rei como ligação direta com Deus e privando o povo de adquirir conhecimento, pois era heresia.

Mas e hoje em dia será que essa imposição não existe? Acredito que você deva sentir um pouco de medo de refletir e conseguir descobrir o que está por detrás da matrix por medo das pessoas lhe acharem louco, mas a normalidade é uma mera questão de estatística, explicando melhor, você é apenas normal porque acredita e age como os outros, mas e se de uma noite para o dia todos mudassem os seus hábitos e costumes e você fosse à única pessoa a manter suas crenças, quem seria o louco?

Você pode até pensar que nada lhe é imposto, mas eu posso dizer que existem formas de imposição e uma delas vem através da sugestão, esse sistema não precisa mais fazer como em regimes Stalinistas ou Hitleristas, eles podem usar o público ingênuo e bem treinado para exercer este tipo de opressão, pois como a maioria já está influenciada por eles e estão ocupadas demais para pensar nisso. Quem nunca teve medo de não ser aceito e teve que abrir mão das suas convicções?

Esse sistema que nos faz crer que sem ele, bilhões de pessoas ficariam sem as necessidades básicas, mas quais são estas necessidades? Do que você necessita? O sistema dita que o consumo por quinquilharias e inutilidades é um sinal de status e acabamos por interpretar isso como o sentido da vida, como disse anteriormente, desenvolvermos um gosto pelo materialismo.

Hoje não é mais necessária uma lei marcial de caráter ditatorial, você já é oprimido pelas próprias pessoas, que possuem uma opinião pré-definida, agora imagine que você comece a enxergar o que está por trás do véu da ilusão e não se contente mais com a margem do rio e se aprofunde nele, será que você seria capaz de suportar que certas verdades são devidamente maquiadas para que se pense que é apenas historinha? E o que você faria se percebesse o quanto isso influenciou a ser o que é? Ver os outros ainda vivendo dentro desta ilusão e ficarem mais e mais dependentes dela, como se fosse uma droga e você tenta alerta-los da mentira que eles estão vivendo, mas eles te ridicularizam e lhe chamam de conspiracionista, maluco ou uma pessoa frustrada na vida? Afinal, as pessoas que vivem nesta mentira inconscientemente criam uma defesa mental em prol de defender o seu mundinho sem se dar conta do que está acontecendo.

Aceitamos os valores e mudamos de acordo com a vontade deles, através da mídia, entretenimento ou opinião pública, mas parcialmente sabemos ou sentimos que existe algo de errado, mas muitos de nós perdemos a autonomia dos nossos atos e deixamos tudo nas mãos deles, porque eles agüentam a culpa, quantos de nós já ouvimos alguém dizer que a culpa é do governo? Será que não temos grande parte desta responsabilidade? Uma pessoa condicionada acredita que já existe muita responsabilidade para ela, como sua carreira, seus estudos, o que vai fazer no fim de semana e por ai vai, então podemos dizer que por mais que este sistema (governo, religião, entretenimento e educação) seja falho, nós alegremente damos nossas rédeas para ele. E ele nos cria como bebes, pois não suportamos este fardo, então nos são fornecidos estes mecanismos para nos distrairmos e não possamos perceber o que está a nossa volta.

Pensem bem, proteção também pode ser interpretado por controle.

Se você conseguiu refletir sobre o que está escrito até agora, então nota-se que existe um grande esforço é despendido para fazer as pessoas acreditarem que elas têm total controle sobre suas vidas. Como eu disse anteriormente nós sentimos que existe algo errado, mas sem perceber precisamos dessa ilusão de auto-suficiência, para não nos sentirmos controlados.

Como isso?
Através do condicionamento,

Condicionar v.t. 1. Por ou impor condições a. 2. Estabelecer como condição. 3. Habituar-se a condições novas.

Vamos fazer uma breve reflexão sobre como eram os valores e comportamentos há dez anos, simplificando, imagine-se uma criança de 12 anos e tente lembrar-se de como eram os hábitos da sua época, agora olhe para uma criança de 12 anos e perceba como o comportamento está muito diferente, não quero comparar as diferenças tecnológicas. Nossa sociedade vem experimentando mudanças de comportamento em uma ampla variedade de assuntos. Existe uma técnica para isso, é o chamado plano das seis etapas:

Etapa 01. Alguma prática tão ofensiva que nem deveria ser discutida em publico é defendida por um especialista respeitado em um foro respeitável;

Etapa 02. A princípio, o público fica chocado, depois indignado;

Etapa 03. No entanto, o simples fato que tal coisa tenha sido debatida publicamente torna-se o assunto do debate;

Etapa 04. No processo, a repetição prolongada do assunto chocante em discussão gradualmente vai anulando seu efeito;

Etapa 05. As pessoas não ficam mais chocadas com o assunto;

Etapa 06. Não mais indignadas, as pessoas começam a debater posições para moderar o extremo, ou aceitam a premissa, procurando os modos de atingi-la;

Vou citar alguns assuntos que já foram abordados em revistas, novelas e jornais para que entenda como o público gradualmente vai aceitando essas condições:

Suicídio e eutanásia; O sistema visa convencer as pessoas de que matarem a si próprias para beneficio pessoal ou da sociedade é uma boa idéia. Você é convencido de que é seu direito morrer com “dignidade” e controlar sua hora final. O ato de suicidar-se foi banalizado pelos filmes e canções.

Aborto; Hoje em dia não arcamos com as responsabilidades dos nossos equívocos, visando o tão sonhado plano de carreira ou por medo da não aceitação das pessoas que nos cercam e simplesmente eliminamos o problema, ou melhor, uma vida inocente.

Alguns outros exemplos como infanticídio, aniquilação da África e canibalismo.

Com qual objetivo o sistema/mídia vem construindo estas idéias? Seriamos um punhado de ratos de laboratório para que algo maior se concretize e precise de nossa aceitação? E o que seria esse algo maior?

Alguns céticos que lerem este ensaio poderão dizer que essas “novas tendências”, é apenas a evolução do pensamento ou estamos migrando para novos patamares ideológicos, mas pense por um instante, que tipo de ascensão intelectual é essa que faz com que seja normal o derramamento de sangue não haja sensibilidade? Que mentes modernas são essas que conseguem desenvolver tecnologia suficiente para produzir alimentos e tantas pessoas passam fome? Que grau tão elevado de inteligência é esse que faz com que ainda nos comportemos como animais e faz com que sejamos um punhado de bípedes controlados e mórbidos?

Devemos ser resolutos em nossa intenção de enxergar e você só vai ver se esta for a sua intenção. Pois a realidade é muito mais complexa do que nos ensinaram, há infinitas interações, causa e efeito através do universo durante toda a dimensão que nos impacta de maneira profunda e nossa cegueira é o maior estratagema para sermos controlados.

Uma ultima pergunta:
O quanto será que você acha que é livre? Você consegue distinguir até onde se limita o seu livre arbítrio e onde agimos de acordo com as informações que recebemos a vida toda e enxergar quais tipos de informações são essas? Resumindo, até onde você é manipulável? E lembre-se, você é aquilo que te influência, basta apenas entender isso.

“Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe”.

Autores Diversos - (estudo recebido por email)